Do Planejamento ao Pragmatismo

Dois conceitos tidos como antagônicos que precisam dar as mãos.

Há alguns dias li um artigo do Luli Radfahrer  na Folha de São Paulo e mais uma vez me pus a refletir sobre o fenômeno das startups e os grandes investimentos que elas são capazes de movimentar.

Sabiamente, Luli questionou o valor de empresas e negócios com objetivos (questionáveis) de curto prazo, comparado ao valor de empresas  e negócios geradores de infraestrutura.

Figura 1Gostei da abordagem e resolvi explorar os dois extremos que permeiam a ideia do artigo: O extremo do planejamento e o extremo do pragmatismo.

Percebo que muitas vezes, justamente por posicionar os dois conceitos em seus extremos, planejamento e pragmatismo são tidos como antônimos. É como se o planejamento fosse uma empecilho à execução, e como se a execução não pudesse esperar o tempo necessário para o planejamento.

Esta percepção normalmente decorre da vivência de situações de falta de equilíbrio, onde não se observa qualquer planejamento (e tudo dá errado), ou se gasta tanto tempo no planejamento que a execução perde o seu sentido (e nada é feito).

Figura 2Mas planejamento e pragmatismo não podem estar em lados diferentes da balança. Pelo contrário: Eles devem ser dispostos juntos, como uma alavanca que impulsiona o desenvolvimento.

Portanto, excluindo-se toda a especulação gerada em torno das startups, é encantador o fato de existirem empresas que aplicam o design thinking e combinam tecnologias disponíveis para rapidamente resolver em grande escala problemas do mundo real. É fantástico o fato de existirem empreendedores capazes de transformar os recursos existentes e criar uma nova solução. É uma visão positiva de que já possuímos ferramentas suficientes para resolver muitos dos problemas que estamos vivendo.

Isto não quer dizer que já podemos parar de construir ferramentas. Que já podemos relaxar quanto ao desenvolvimento de infraestrutura. As futuras startups, daqui a dez anos, por exemplo, necessitarão de novos insumos para resolver problemas que hoje temos como insolucionáveis.

Fica então a questão para refletirmos: Como otimizar planejamento, pragmatismo e execução, atingindo resultados sustentáveis no longo prazo?

A minha resposta é justamente colocar este equilíbrio em prática, como detalhado no livro do Ram Charam1. E a sua opinião, qual é?

Vinicius Soares

 


Recomendações de leitura:

1 – Ram Charam – Execução

2 – Business Model Canvas

3 – Artigo do Luli Radfahrer

Figura 2e